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domingo, 13 de junho de 2010

Procissão


Hoje é dia de Santo Antônio, um dos santos mais populares do país.
Com fama de casamenteiro a festa do santo dá inicício às festas populares de junho, quando cada bairro tem seu arraial, com comida típica,bebidas e música folclórica.
Hoje fomos surpreendidas aqui em casa com fogos de artifício, era uma procissão de Santo Antônio que passava aqui pela rua. Andores enfeitados, anjinhos, mas pouca gente seguindo., acho que poucos sabiam que haveria uma aqui no bairro.
A grande festa do santo acontece nos arredores da igreja do mesmo nome, mas por ser muito popular muitos outros bairros fazem o cortejo.
Pena não ter feito uma foto, de uma tradição que muitos ainda preservam e impedem que morra.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Conto de Jardim: Coisas simples


Passadas as festas a vida voltou para sua confortante rotina.
Ela a salvo em sua cozinha e na biblioteca da aldeiota perdida no meio do nada. Ele se aventurando pelo mundo a trabalho.
Mas a rotina a dois é cheia de intensidades.
Naquela manhã dormiu um pouco além da conta,ele saiu sem acordá-la. Era dia de almoçar sozinha. Resolveu passar o resto de manhã no jardim.
Sentou-se num banco no canto entre as roseiras e abriu o livro que estava lendo há semanas. Surpreendeu-se com um papel dobrado. Letra dele, homem de muito carinho e poucas palavras escritas. Entre aspas um bilhete:

"Queria partilhar contigo os momentos menores

da minha vida,

porque os grandes já são teus."

(Poema de JG de Araujo Jorge do livro – A Sós – 1958 )

  

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Sem luz e sem internet


Hoje depois de uma noite quente sem energia elétrica me dei conta que estava sem internet.
Muitos minutos depois de conseguir uma ligação para a operadora Via Cabo que apenas me informou “problemas técnicos que nossos funcionários estão tentando resolver”, finalmente a internet voltou e pouco mais de uma hora depois caiu de novo.
Estou nessa gangorra desde domingo, pago caro por um serviço que até aqui tinha sido eficiente. Agora além da absurda retirada de canais como Warner, Sony e AXN da programação, ainda sou “brindada” com essas falhas na transmissão de internet.
Um absurdo sem tamanho. Lembra até uma antiga marchinha de carnaval “de dia falta água,de noite falta luz”. Com uma diferença, pagamos caro por um serviço privado de energia (fruto da fúria privatista do governo FHC) e agora ainda temos que aturar essas operadoras de internet sem a qual também não dá para viver, afinal meu trabalho sem a web é impossível.
“Ninguém fala: eu vou entrar na rede elétrica e fazer um café. No futuro ninguém falará eu vou entrar na internet.” Rosental Calmon Alves (jornalista numa entrevista sobre as mudanças no cotidiano por causa da grande rede)

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Sonhando na chuva


No começo da tarde sentiu que as nuvens ameaçavam seus planos para aquele fim de dia.
O céu cobriu-se de cinza e o calor invadiu o ar.
Hoje havia decidido dar um novo rumo a sua vida e precisava ir à rua.
Decidiu enfrentar o possível mau tempo. Armou-se de um bom e clássico guarda-chuva e deixou a segurança da casa.
Correu contra o tempo,dando conta das tarefas burocráticas com rapidez. Quase conseguiu. No caminho de volta, as nuvens se de precipitaram e uma chuva grossa e quente cobriu a cidade.
Raios, trovões, ruas inundadas. Ela caminhava sorrindo contra a tempestade, saltava, quase voava.
Uma nova etapa da vida estava começando. Flanava rumo ao sonho...

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Tarde sem vento


Uma sensação de sufoco por causa do calor fora de época ou por motivos menos climáticos.

O fim de tarde não trazia boas promessas ou um horizonte belo. O cinza da cidade se espalhava pela alma ou o cinza da alma nublava os olhos.

Um bando de andorinhas alardeava o verão fora de hora.

No meio da multidão, a sensação de não ser reconhecida por nenhuma daquelas caras de certa forma a confortava. Mas viu esse pequeno conforto ser ameaçado. Esquivava-se da cara conhecida, não queria abraços, beijos e – o pior- trocar palavras. Conseguiu escapar.

Respirou fundo e venceu a fumaça da comida de rua e dos veículos feito formigas atarantadas em fim de dia.

Venceu o medo, o enfado e procurou em vão as tais andorinhas. Decerto foram anunciar o verão em outra freguesia.

Os ruídos ensurdecedores se transformaram em silêncio opressor. Estava chegando em casa, carregando nos ombros o peso de viver, o peso do mundo.

domingo, 14 de junho de 2009

Tertúlia de Junho: Aqui me sinto em casa...

Em cidades como essa eu me sinto em casa. Sinto que posso me mudar de mala e cuia, de sonhar com vida nova, de “sumir” do mundo e construir novo mundo.

Pra cá trago filho,amor,cachorro e meus livros.


Cidades com história me fascinam na mesma medida em que lugares desertos me dão um certo desespero.

Gosto do campo, na verdade gosto de cidades do interior, gosto dos povoamentos, dos núcleos urbanos não muito grandes, mas com o mínimo de arsenal urbano para um ser humano como eu sobreviver.

Acho que ia ser feliz vivendo aí. Cidade linda, antiqüíssima, fria, cheia de história, de tradições, plena em vida.

“Você me abre seus braços e a gente faz um país.”