domingo, 13 de junho de 2010
Procissão
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Conto de Jardim: Coisas simples

"Queria partilhar contigo os momentos menores
da minha vida,
porque os grandes já são teus."
(Poema de JG de Araujo Jorge do livro – A Sós – 1958 )
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Sem luz e sem internet

Muitos minutos depois de conseguir uma ligação para a operadora Via Cabo que apenas me informou “problemas técnicos que nossos funcionários estão tentando resolver”, finalmente a internet voltou e pouco mais de uma hora depois caiu de novo.
Estou nessa gangorra desde domingo, pago caro por um serviço que até aqui tinha sido eficiente. Agora além da absurda retirada de canais como Warner, Sony e AXN da programação, ainda sou “brindada” com essas falhas na transmissão de internet.
Um absurdo sem tamanho. Lembra até uma antiga marchinha de carnaval “de dia falta água,de noite falta luz”. Com uma diferença, pagamos caro por um serviço privado de energia (fruto da fúria privatista do governo FHC) e agora ainda temos que aturar essas operadoras de internet sem a qual também não dá para viver, afinal meu trabalho sem a web é impossível.
“Ninguém fala: eu vou entrar na rede elétrica e fazer um café. No futuro ninguém falará eu vou entrar na internet.” Rosental Calmon Alves (jornalista numa entrevista sobre as mudanças no cotidiano por causa da grande rede)
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Sonhando na chuva

O céu cobriu-se de cinza e o calor invadiu o ar.
Hoje havia decidido dar um novo rumo a sua vida e precisava ir à rua.
Decidiu enfrentar o possível mau tempo. Armou-se de um bom e clássico guarda-chuva e deixou a segurança da casa.
Correu contra o tempo,dando conta das tarefas burocráticas com rapidez. Quase conseguiu. No caminho de volta, as nuvens se de precipitaram e uma chuva grossa e quente cobriu a cidade.
Raios, trovões, ruas inundadas. Ela caminhava sorrindo contra a tempestade, saltava, quase voava.
Uma nova etapa da vida estava começando. Flanava rumo ao sonho...
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Tarde sem vento
Uma sensação de sufoco por causa do calor fora de época ou por motivos menos climáticos.
O fim de tarde não trazia boas promessas ou um horizonte belo. O cinza da cidade se espalhava pela alma ou o cinza da alma nublava os olhos.
Um bando de andorinhas alardeava o verão fora de hora.
No meio da multidão, a sensação de não ser reconhecida por nenhuma daquelas caras de certa forma a confortava. Mas viu esse pequeno conforto ser ameaçado. Esquivava-se da cara conhecida, não queria abraços, beijos e – o pior- trocar palavras. Conseguiu escapar.
Respirou fundo e venceu a fumaça da comida de rua e dos veículos feito formigas atarantadas em fim de dia.
Venceu o medo, o enfado e procurou em vão as tais andorinhas. Decerto foram anunciar o verão em outra freguesia.
domingo, 14 de junho de 2009
Tertúlia de Junho: Aqui me sinto em casa...
Em cidades como essa eu me sinto em casa. Sinto que posso me mudar de mala e cuia, de sonhar com vida nova, de “sumir” do mundo e construir novo mundo.
Pra cá trago filho,amor,cachorro e meus livros.
Cidades com história me fascinam na mesma medida em que lugares desertos me dão um certo desespero.
Gosto do campo, na verdade gosto de cidades do interior, gosto dos povoamentos, dos núcleos urbanos não muito grandes, mas com o mínimo de arsenal urbano para um ser humano como eu sobreviver.
Acho que ia ser feliz vivendo aí. Cidade linda, antiqüíssima, fria, cheia de história, de tradições, plena em vida.
“Você me abre seus braços e a gente faz um país.”