Mostrando postagens com marcador pobreza. poema. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pobreza. poema. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Se eu voltasse a ser criança

Walnize Carvalho

Ah!

Se eu voltasse a ser criança

A criança de verdade que fui...

Se este sonho

Se tornasse realidade.

Sentir a infância.

Voltar no tempo...

Viver

Novamente

Um mundo de sonhos

_sonhos dourados

Com bonecas

De pano

De louça...

Viver novamente

Um mundo à parte

Todo meu

Inteiramente meu...

Um mundo

Que não pode ser:

Trocado

Roubado

Muito menos vendido

Porque

As fadas

Os dragões

E Cinderelas

Não têm preço.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

A dor de mudar


Ainda que com dor

Walnize Carvalho

Ainda que com dor
é necessário
jogar fora
papéis entulhados
nas gavetas.

Ainda que com dor
esquecer
amizades sucateadas
amores
não correspondidos.

Ainda que com dor
tirar
do fundo dos armários
retalhos
desbotados.

Ainda que com dor
é preciso
arrancar, sem anestesia
o medo
e
o medo
de perder o medo.

Ainda que com dor
retirar
as teias
dos cantos dos
cômodos,
o mofo
das prateleiras
do
comodismo.

Ainda que com dor
faxinar da
Alma
os maus presságios.

Ainda que com dor
extrair a fórceps
qualquer
sentimento
de
CULPA
E tentar um novo CAMINHO.

*(Uma eterna Aprendiz da vida)

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Somente ele




Walnize Carvalho

Ele
somente ele
produz
energia e alegria.

Ele
somente ele
induz
paixão e azaração.

Ele
somente ele
promove
aumento da sede
balanço na rede.

Ele
somente ele
vislumbra
a beleza do céu e mar
em noite de luar.

Ele
somente ele
desperta
a libido
estimula
traje colorido
fabrica
sorriso descontraído.

Ele
somente ele
- o VERÃO –
que mesmo com calor incandescente
permite
que alguma flor remanescente
perfume
e brilhe
fora da estação.

terça-feira, 17 de março de 2009

Flor na manhã




"Femme dans le Jardin à Argenteuil" (Mulher no Jardim em Argenteuil) 1867; óleo sobre tela - Claude Monet



no meio da minha manhã
tinha uma flor
ali, bem no peitoril da janela
molhada de brisa
deixada pra mim.
o vento me trouxe uma flor
e se fez maio em minha manhã...


terça-feira, 10 de março de 2009

Canto dos Excluídos


Mas eu, Senhor!... Eu triste abandonada
Em meio das areias esgarrada,
Perdida marcho em vão!
Se choro... bebe o pranto a areia ardente;
talvez... p'ra que meu pranto, ó Deus clemente!
Não descubras no chão...

(Castro Alves - Vozes D'África)