quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Maria Alice e a morte
sexta-feira, 14 de maio de 2010
A dor de mudar

segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Alguma coisa está fora da ordem...
O post abaixo,chamado Portfólio foi um trabalho de um curso de formação do qual participo; tinha que ser publicado num blog por isso aproveitei o espaço existente.
Pra não perder o “tom” segue a cópia de um post lá do meu Todos os Sonhos de Abril.
Onze de setembro
E não por acaso
Perco hoje um bom pedaço de mim.
Não por acaso é um dia sem sol
Sem flores
Onze de setembro
Sem cores
Sem ainda a primavera
Que diz que vem, mas será?
Onze de setembro
Raízes arrancadas à força
Deixando crateras aqui...
sábado, 12 de setembro de 2009
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Dor dela

que fosse uma verdade para mim!
J. DANTAS
Tu julgas que eu não sei que tu me mentes
Quando o teu doce olhar pousa no meu?
Pois julgas que eu não sei o que tu sentes?
Qual a imagem que alberga o peito meu?
Ai, se o sei, meu amor! Em bem distingo
O bom sonho da feroz realidade...
Não palpita d´amor, um coração
Que anda vogando em ondas de saudade!
Embora mintas bem, não te acredito;
Perpassa nos teus olhos desleais
O gelo do teu peito de granito...
Mas finjo-me enganada, meu encanto,
Que um engano feliz vale bem mais
Que um desengano que nos custa tanto!
Florbela Espanca, in "A Mensageira das Violetas"
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Tarde sem vento
Uma sensação de sufoco por causa do calor fora de época ou por motivos menos climáticos.
O fim de tarde não trazia boas promessas ou um horizonte belo. O cinza da cidade se espalhava pela alma ou o cinza da alma nublava os olhos.
Um bando de andorinhas alardeava o verão fora de hora.
No meio da multidão, a sensação de não ser reconhecida por nenhuma daquelas caras de certa forma a confortava. Mas viu esse pequeno conforto ser ameaçado. Esquivava-se da cara conhecida, não queria abraços, beijos e – o pior- trocar palavras. Conseguiu escapar.
Respirou fundo e venceu a fumaça da comida de rua e dos veículos feito formigas atarantadas em fim de dia.
Venceu o medo, o enfado e procurou em vão as tais andorinhas. Decerto foram anunciar o verão em outra freguesia.
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Sorrisos, lágrimas e asas
Por vezes carregava uma dor etérea, como de algumas madonas sacras.
Na maior parte do tempo era alegre como uma cantiga primaveril.
Tinha uma fé quase infantil, fé de menina. Rezava pra anjinhos e santos e era fascinada por velas.
Dos anjos tomou emprestadas as asas.
Anda por ai alada e confusa, mas feliz... ou quase.

