Mostrando postagens com marcador felicidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador felicidade. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Vocações


Walnize Carvalho

- O que você vai ser quando crescer? – perguntaram à menina do cacho dourado. E ela prontamente respondera, como aliás, por certo responderiam meninas de cabelos de franja, de rabos de cavalo, de laços de fitas, de toda uma geração igual à dela: - Professora!
E assim foi que o tempo incumbiu-se de fazê-la exercer a profissão profetizada em sua inocência dos sete anos.
Espelhada em doces lembranças como a de ir de mãos dadas para a escola com a mestra que era sua vizinha, ou a de brincar de professora com primos que vinham do interior (com direito a “ditado” e “redação”) sentira que fora boa mestra nos alguns anos que estivera em sala de aula.
O grupo escolar em distrito a vinte e dois quilômetros da cidade, por lá estivera em dias de sol, em dias de chuva e até grávida dos dois filhos sem nunca faltar à doce missão...
Depois várias vocações surgiram em seu caminho: dublê de mãe, de dona de casa, de avó, de contadora de histórias, de poeta...
Com o tempo passando notara que o bom exercício delas, se devia ao fato de que se tornara mais aluna do que educadora.
E, em dias de reflexão, revendo no currículo o campo “habilidades profissionais” percebera que a na Escola da Vida não havia sido reprovada na matéria Boa Vontade e uma forte constatação: sempre tivera VOCAÇÃO para a FELICIDADE.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Meu coração,eu sei porque

Tenho no coração uma caixinha de música

Nos dias felizes eu giro

Eu danço

E me lanço no ar

Hoje eu estou assim

Meio bailarina

Muito menina

Ouço m eu coração cantar.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Felicidade

Acordou

Abriu a janela

E saltou

Para o azul do dia

Vitoriosa


Walnize Carvalho

Sou vitoriosa

Quando choro

Quando coro

Quando rio

Quando crio

Quando creio

Sou vitoriosa

Quando mudo

Quando estudo

Quando aprendo

Ou me rendo

Sou vitoriosa

Quando troco de calçado

Ou de calçada

Troco de Estado

De estado civil

E nem ligo

Quando dizem

“ — Onde já se viu?”

Sou vitoriosa

Quando digo: NÃO!

Quando digo: SIM!

Sou vitoriosa

Quando

amo a MIM...

domingo, 27 de dezembro de 2009

Conto de Jardim: O Natal


Teve um ano difícil. A decisão de deixar para trás a casa confortável, os amigos, os parentes e até mesmo os meninos adolescentes não tinha sido fácil.
Sua mãe tinha sido uma santa quando trouxe pra ela a responsabilidade por seus rapazes. O marido mais uma vez demostrou um carinho maior que qualquer outra pessoa, decidiu trabalhar menos e comprou aquele chalé no meio do nada.
A filhota, sua bonequinha, sua única companhia de segunda a quinta.
Os meses no campo tinham feito bem,estava mais gorda,é verdade, mas tinha a pele mais brilhante e os cabelos estavam compridos e sedosos. Voltou a gargalhar como antes.
Resolveu transformar a casinha num lugar mágico. O primeiro Natal longe do "mundo", cercada de neve, de vento, de casinhas simples. Uma aldeia, onde todos se conhecem e se cumprimentam com um bom dia.
Tricotou suas primeiras peças, uma meia para esperar o bom velhinho e um cachecol vermelho para sua pequena.
Forno quente, comida farta,presentes na árvore e um presépio singelo. Tinha tantos afazeres que nem viu a hora passar.
Anoiteceu cedo e nem sombra dos meninos e Ele. Um aperto no estômago trouxe de volta emoções que preferia esquecer.
Medo.

Penteou o cabelo da pequenina, pôs o vestido novo. Mesa arrumada, luzes piscando.Lá fora, só o vento.
Resolveu contar uma história, A Pequena Vendedora de Fósforos. Ficaram as duas ali absortas na tristeza da protagonista. Adormeceram abraçadinhas sob a manta xadrez.
Acordaram assustadas com uma lufada de vento gelado. Os homens da casa. Dez e meia da noite. Pai ao piano, risadas alegres. Os meninos encantados com o velho trenzinho deslizando nos trilhos embaixo da árvore. As antigas bonecas de porcelana traziam um brilho especial aos olhos da filha.
Correu para a cozinha, por pouco o rei da ceia não vira carvão. Respirou aliviada. Estava a salvo.
Sentou-se à mesa e sorriu, aos poucos tinha sua vida de volta.


sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

100 mil acessos: Esse número merece uma comemoração!!!



100 mil acessos: Esse número merece uma comemoração!!!Quando criei o blog Todos os Sonhos de Abril, com especial carinho nas férias de 2008, fiquei feliz quando descobri que tinha mais de 100 visitas. Pulei de alegria com as mil e mais ainda com as 10 mil.

Confesso que nunca nem sonhei que um dia chegaria ao número 100 mil. Estou feliz e ao mesmo tempo triste porque por falta de tempo esse meu cantinho querido tem ficado meio abandonado.

Como recordar é viver, resolvi postar o meu primeiro texto. Agradecendo em especial aos primeiros comentariastas do blog e aos que são fiéis visitantes do Todos os Sonhos de Abril,desde 31 de julho de 2008.

Obrigada.

Noites de insônia são boas para...

UrsinhoHouve um tempo em que a insônia me desesperava. Hoje cheguei a conclusão de que noites não tão bem dormidas podem ser aproveitadas de muitas formas. Uma muito últil (pelo menos para mim) é sonhar acordada, coisa que tão pouco nos permitimos nessa vida tão agitada que a maioria de nós leva. Sonhar acordada ao contrário do que pensam os pessistas, os "sérios" e os chatos em geral, é uma maneira mais colorida de fazer planos. E para quem gosta de viver fazer planos é como um sopro de oxigênio. Pois é no primeiro momento da minha, digamos "insônia produtiva", os sonhos de olhos abertos me tomam de assalto, assim naturalmente. Desse mundo onírico muita coisa boa acaba saindo, até ver as coisas as de uma maneira mais saudável, os caminhos parecem mais abertos.

Outra forma muito interessante de aproveitar a falta de sono é pensar textos. Isso mesmo pensar em meus texto, que muitas vezes não são escritos por falta de tempo para simplesmente "parar" no meio do dia. À noite eles se impõem, meio que me dizendo "Você não nos dá atenção e agora vai ter que nos ouvir". As idéias vão se encadeando de uma maneira meio mágica, alguns diriam que é inspiração, eu acho que é simplesmente voltar a exercitar uma capacidade que sempre foi cotidiana e que com o tempo e a mudança de hábitos deixou de ser. Escrever é exercício. Quando a idéia é muito boa, e olha que para ser considerada assim ela tem que se esforçar e me provar, acabo saindo da cama e escrevendo do velho modo: caneta e papel. Muitos rabiscos depois volto para a cama e volto a dormir, quase sempre. é como se o cérebro estivesse numa fase de tanta atividade que acabasse por me impor os textos. Não posso reclamar.

Alguém deve se perguntar: "Como ela sobrevive sem dormir" . Vale esclarecer que sempre me deitei tarde e agora de uns meses até hoje venho deitando muiiiito cedo, por volta de 10, 10 e meia da noite e isso me faz acordar lá pelas 2 ou 3 h. Ou seja quando o sono é interrompido já dormi 4 ou 5 horas de sono. Lá pelas 6h me levanto arrumo o café da manhã e o lanche do meu filho e o mando para a escola. Aí, volto para cama e, não raro, volto a dormir até 8 ou 8 e meia. No fim das contas quase sempre durmo mais de 6 horas, o que para mim tem sido mais que suficiente. Afinal quando passamos dos 40 anos, dizem, nosso corpo precisa de menos horas de sono para se reestabelecer.

Acho que até lidar bem com a falta de sono tem sido uma maneira mais madura de ver a vida. Por hoje, é só...



escrito por João Ana Paula Motta 31-07-2008 16:49
3 comentários

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Amanhecendo em flor


Amanheceu com fragmentos de poemas da Elisa Lucinda pipocando dentro do peito.
Ou seriam canções meio Rita Lee?
Que diz que toda mulher é meio Leila Diniz.
Assim meio arrebatada como um poema de Florbela,
ou um que de um romance de Jane Austin meio sem jeito
Sei lá, raiou um sol de segunda-feira.
Foi cantar flores no calor do dia...
Intensa como uma primavera tropical.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Alegria, alegria

alegria

"Muitas vezes me acontece de brincar o jogo do contente sem pensar, a gente fica tão acostumada que brinca sem saber. Em tudo há sempre alguma coisa capaz de deixar a gente alegre; a questão é descobri-la." Trecho do livro Pollyana de Eleanor H. Porter

Muitas vezes acreditei em tal história, mas morria de vergonha de admitir. Era ser piegas. Não combinava com uma moça tão politizada, que gosta de “boas leituras”, “boa música”. Era mais aceitável um belo poema de dor, um texto mais denso, mais tenso.

Acontece que como diz o ditado: A pessoa é pro que nasce. Tem algo na natureza de cada um que acaba dando um rumo (ou,não) na maneira de ver as coisas. Pode parecer que se trata de camuflar as dores, os tons cinzas que a vida traz de quando em quando. Quem me conhece sabe que não sou assim.

Dificilmente sou capaz de dissimular minhas dores, nem minhas alegrias. Tem quem diga que sou a criatura mais transparente do mundo (será defeito?) e assim vou me espalhando por aí. Agora não me importo de ser chamada de “piegas”, “cafona”, “conformada”. Quero é ser feliz.

Não nasci para arrastar correntes. Quando não me é possível sair do afogamento sozinha peço bóia, os amigos sabem disso. Sem medo de me repetir usei uma frase da Martha Medeiros num outro post “Depois dos 35 ( ... )estamos mais aptos a dizer que infelicidade não existe, o que existe são momentos infelizes. Sai bem mais em conta.”


Claro que sair de crises de tristeza e de depressão não é “bolinho”, nada é simples assim. Mas cada passinho ajuda a beça. Tem dias que até respirar dói,mas... Adelante!!!


segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Felicidade


Hoje essa sou eu assim inteira.
Sem medos, disposta a pular sem redes.
Com uma sede de vida que ninguém ousa me roubar.

Hoje essa sou eu.

Sem medo ser feliz..
Essa...sou EU
saltando rumo ao céu,

com a primavera a esperar no horizonte...

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Sorrisos, lágrimas e asas


Por vezes carregava uma dor etérea, como de algumas madonas sacras.

Na maior parte do tempo era alegre como uma cantiga primaveril.

Tinha uma fé quase infantil, fé de menina. Rezava pra anjinhos e santos e era fascinada por velas.

Dos anjos tomou emprestadas as asas.

Anda por ai alada e confusa, mas feliz... ou quase.



terça-feira, 28 de julho de 2009

Pra não ser Carolina

Tenho uma amiga que diz que um grande poeta só se mostra na dor. Pois é por isso acho que, a despeito de amar poesia, não sou uma boa poetisa.

Não dou conta da dor. Não consigo escrever nada que preste quando a alma anda sangrando. Por isso a prosa (a minha procura pactos com a felicidade) me flui mais fácil.

Minha poesia é pueril, bobinha. Não encanta. Não tem dores. Tem muitas cores. Cores são prosa, têm muito de vida e pouco de poesia.

Para grandes poemas, pego carona nos mestres e mestras. Na dor de Florbela, em Pessoa, em Quintana.

A Ana é banana. Não tem o talento da poesia nas veias. Não sabe poemar sobre o cotidiano como Adélia. Sabe não.

Quem só sabe falar do amor que sente que encanta, que faz feliz fica um poeta de pé-quebrado. O amor que se foi dá belos poemas. Mas traz à tona muitas dores. Quero não.

Não quero ser Carolina. “Pela janela, oi que lindo...” tem um sol do tamanho do mundo.

Monet


“Seu pranto não vai nada ajudar
Eu já convidei para dançar
É hora, já sei, de aproveitar
Lá fora, amor, uma rosa nasceu, todo mundo sambou, uma estrela caiu
Eu bem que mostrei sorrindo. Pela janela, ói que lindo
Mas Carolina não viu”

(Chico Buarque-Carolina)




2 comentários


segunda-feira, 27 de julho de 2009

Penélope

Passava os dias a olhar o horizonte.

Uns dias mais,

outros menos.

Até quando?



segunda-feira, 20 de julho de 2009

Quatro estações


Fragmentos de felicidade

Ou ensaio sobre alegria...


domingo, 12 de abril de 2009

Alegria, alegria


alegria

"Muitas vezes me acontece de brincar o jogo do contente sem pensar, a gente fica tão acostumada que brinca sem saber. Em tudo há sempre alguma coisa capaz de deixar a gente alegre; a questão é descobri-la." Trecho do livro Pollyana de Eleanor H. Porter

Muitas vezes acreditei em tal história, mas morria de vergonha de admitir. Era ser piegas. Não combinava com uma moça tão politizada, que gosta de “boas leituras”, “boa música”. Era mais aceitável um belo poema de dor, um texto mais denso, mais tenso.

Acontece que como diz o ditado: A pessoa é pro que nasce. Tem algo na natureza de cada um que acaba dando um rumo (ou,não) na maneira de ver as coisas. Pode parecer que se trata de camuflar as dores, os tons cinzas que a vida traz de quando em quando. Quem me conhece sabe que não sou assim.

Dificilmente sou capaz de dissimular minhas dores, nem minhas alegrias. Tem quem diga que sou a criatura mais transparente do mundo (será defeito?) e assim vou me espalhando por aí. Agora não me importo de ser chamada de “piegas”, “cafona”, “conformada”. Quero é ser feliz.

Não nasci para arrastar correntes. Quando não me é possível sair do afogamento sozinha peço bóia, os amigos sabem disso. Sem medo de me repetir usei uma frase da Martha Medeiros num outro post “Depois dos 35 ( ... )estamos mais aptos a dizer que infelicidade não existe, o que existe são momentos infelizes. Sai bem mais em conta.”

Claro que sair de crises de tristeza e de depressão não é “bolinho”, nada é simples assim. Mas cada passinho ajuda a beça. Tem dias que até respirar dói,mas... Adelante!!!