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quarta-feira, 27 de maio de 2009

Tempo...tempo


Diante dessa página em branco tento libertar a poesia que guardo em mim. Tento tirar as grades da prosa aprisionada porque “não tenho tempo”.

Olho para o relógio ali a espreita ao pé da página, implacável. Não há tempo.

Ando com a alma apascentada, o coração feliz, no entanto o tempo me consome e de mim só saem ofícios, relatórios, formulários e releases.

Vou buscar no arquivo da semana passada um poeminha tímido que surgiu numa bela manhã de outono, com o cheiro e as cores das manhãs de maio.

Acordou junto com o sol...
e foi colher o dia.
Anda agora a cultivar auroras.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Tempo...


...de flor

A TV informa: terminou o horário de verão...

Há dias o verão foi partindo de mim. Foi levando sua falta de brisa, seu sol escaldante, as sensações ruins do excesso de calor.

Um vento vem invadindo minha alma, tornando mais lindas minhas manhãs.

Outro dia sonhei com uma noite enluarada. Devia ser uma noite de maio.

Adoro maio e seus dias perfumados. Dias em flor.

Acho que maio está começando a amanhecer em mim.