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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Manhã em Flor



Nossa amiga Jane Nunes propôs e nós acatamos sem hesitar. Para o aniversário da Walnize uma blogagem coletiva.

Para quem semeia poesia na bagunça do dia-a-dia desejamos um dia florido como seu sorriso...

Dos seus amigos do Sociedade Blog, Estou Procurando o que Fazer, Quarto de Segredos, Sabor e Histórias e Blog do Núcleo.

“Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!”

Florbela Espanca



Outono, inverno, verão, primavera na vida. Longe de essa ser uma digressão climática, mas uma reflexão de vida com um V maiúsculo.

Sempre ouvimos a expressão “flor da idade” em relação à juventude, aos nossos vinte anos. Será essa a primavera florida da vida? Pode ser até que seja para alguns, mas acho difícil.

Acho que os vinte anos são os nossos verões: tumultuados, intensos, sufocantes e tempestuosos. Penso em primavera como algo muito mais aconchegante, suave, sereno, doce, florido, quente, mas sem sufocar, ensolarado, mas sem queimar.

Primavera entra na vida devagar, com sua luz pelas frestas das janelas, por vezes ainda fechadas. Sutilmente espalha o sol das manhãs sem ofuscar os olhos e traz um sopro de vida pra dentro da penumbra.

Na primavera há lugar para brisas e ventos fortes, calor e friozinho (na barriga), insônias (sonhos de olhos abertos) e sonos tranqüilos. Nessa estação há lugar para muita coisa, mas tudo mais natural, como o rio em seu inexorável caminho para o mar...

Texto de Ana Paula Motta

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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Amanhecendo em flor


Amanheceu com fragmentos de poemas da Elisa Lucinda pipocando dentro do peito.
Ou seriam canções meio Rita Lee?
Que diz que toda mulher é meio Leila Diniz.
Assim meio arrebatada como um poema de Florbela,
ou um que de um romance de Jane Austin meio sem jeito
Sei lá, raiou um sol de segunda-feira.
Foi cantar flores no calor do dia...
Intensa como uma primavera tropical.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Para saudar minha primavera


Eu não ouso saudar a primavera, acho que minhas palavras ficam aquém dessa profusão de cores e aromas.

Hoje não uso minhas palavras para traduzir o que de primavera anda dentro de mim, nem sei...

Só uma Flor, tão Bela, para cantar a primavera...

Charneca em Flor

Enche o meu peito, num encanto mago,

O frêmito das coisas dolorosas...

Sob as urzes queimadas nascem rosas...

Nos meus olhos as lágrimas apago...


Anseio! Asas abertas! O que trago

Em mim? Eu oiço bocas silenciosas

Murmurar-me as palavras misteriosas

Que perturbam meu ser como um afago!


E nesta febre ansiosa que me invade,

Dispo a minha mortalha, o meu burel,

E, já não sou, Amor, Sóror Saudade...


Olhos a arder em êxtases de amor,

Boca a saber a sol, a fruto, a mel:

Sou a charneca rude a abrir em flor!


segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Felicidade


Hoje essa sou eu assim inteira.
Sem medos, disposta a pular sem redes.
Com uma sede de vida que ninguém ousa me roubar.

Hoje essa sou eu.

Sem medo ser feliz..
Essa...sou EU
saltando rumo ao céu,

com a primavera a esperar no horizonte...