domingo, 20 de dezembro de 2009

Queria





Walnize Carvalho

Queria
Juro
que queria
Um Natal
Em que pudesse
Acreditar no Papai Noel!
Mas...
Com tantos espalhados
Em cada esquina da cidade?!...

Queria
Juro
que queria
Um Natal
Em que pudesse
Depositar meu sapatinho na janela
Mas...
Com ela toda gradeada?!...

Queria
Juro
que queria
Um Natal
Em que pudesse
Enfeitar árvore frondosa da praça
Mas...
Se ela foi ceifada
E
Não há mais o canto sonoro dos pássaros?!...

Queria
Juro
que queria
Um Natal
Em que pudesse
Sonhar com a neve
Mas...
Esta se derreteu junto com meus sonhos?!...

Queria
Juro
que queria
Um Natal
Em que pudesse
ser
O próprio presente
Na vida dos que me querem bem.

Queria
Juro
que queria
Um Natal
Em que pudesse
Achar
Que
Todos soubessem
Quem é o ANIVERSARIANTE
Desta grande Festa!


P.S. Clica na imagem, uma antiga e clássica história de Natal.


quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

O Natal já não é o que era...



Desafio proposto pela Ana Martins, e aceito de bom grado,porque gosto de exercícios de escrita e também o tema muito me apetece. Os links dos blogs participantes:
Ana Martins , Luís Bento , Isa Silva , Nuno Gervásio , Vasco Catarino Soares


Nasci quase no Natal, numa terça-feira em 1966. Não é preciso dizer que as minhas festinhas de aniversário tinham como tema essa data. Cresci em meio a essas comemorações quase sinônimo uma da outra para mim.
Lembro-me de um bolo lindo,acho que nos meus cinco anos, em forma de trenó. Mas como em quase todos os meus aniversários, choveu muito e por pouco os convidados nem chegariam,enfim chegaram e me recordo do lindo trenó até hoje.
Tive uma infância feliz, dessas que não inspiram os tristonhos contos de Natal tradicionais, a data sempre foi mágica para mim. Escrevia cartinhas ao Papai Noel, que viria enregar os presentes comprados por meu pai (aqui em casa era isso que diziam),talvez por isso tivesse tanta certeza de ver meus desejos realizados.
Acreditei no bom velhinho até bem grande e me lembro de tê-lo visto algumas vezes,de relance da janela do escritório na casa de meus avós. Só quando eu já era adolescente soube que era meu pai num suéter vermelho que passava correndo, mas o que importava era a magia da coisa.
Tentei fazer com que os Natais fossem tão mágicos para meu filho,mas ele acreditou em Papai Noel por menos tempo,confessou que muitas vezes fingia acreditar para me agradar.
O Natal já não é o que era, não tenho mais avós, minha avó Bande que adorava a data e nos deixou numa manhã de 25 de dezembro,minha avó Anita que adorava castanhas e era minha companheira na hora de comê-las.
Vovó Bande eu seu peru recheado que virava uma roupa velha maravilhosa no dia seguinte, vovó Anita com sua bacalhoada de comer rezando, tia Genilce e o leitãozinho crocante com uma sabor especial.
Agora temos outras tradições, como as fantásticas rabanadas da minha irmã Cecília, meu presunto caseiro, o peru que a cada ano recheio de um jeito diferente, as invenções de bacalhau que Cecília faz como ninguém (tem o tempero igualzinho da vovó Anita!!) e o ponche natalino em versão com e sem álcool. Eu sou a decoradora "oficial" da família e minha irmã Isabella faz os embrulhos com carinho e paciência,sem falar no presépio que acompanha minha mãe desde antes do casamento e que mesmo com o desgaste do tempo tem lugar de destaque na nossa família.

Para as crianças da família, quem sabe, as referências seremos nós.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

100 mil acessos: Esse número merece uma comemoração!!!



100 mil acessos: Esse número merece uma comemoração!!!Quando criei o blog Todos os Sonhos de Abril, com especial carinho nas férias de 2008, fiquei feliz quando descobri que tinha mais de 100 visitas. Pulei de alegria com as mil e mais ainda com as 10 mil.

Confesso que nunca nem sonhei que um dia chegaria ao número 100 mil. Estou feliz e ao mesmo tempo triste porque por falta de tempo esse meu cantinho querido tem ficado meio abandonado.

Como recordar é viver, resolvi postar o meu primeiro texto. Agradecendo em especial aos primeiros comentariastas do blog e aos que são fiéis visitantes do Todos os Sonhos de Abril,desde 31 de julho de 2008.

Obrigada.

Noites de insônia são boas para...

UrsinhoHouve um tempo em que a insônia me desesperava. Hoje cheguei a conclusão de que noites não tão bem dormidas podem ser aproveitadas de muitas formas. Uma muito últil (pelo menos para mim) é sonhar acordada, coisa que tão pouco nos permitimos nessa vida tão agitada que a maioria de nós leva. Sonhar acordada ao contrário do que pensam os pessistas, os "sérios" e os chatos em geral, é uma maneira mais colorida de fazer planos. E para quem gosta de viver fazer planos é como um sopro de oxigênio. Pois é no primeiro momento da minha, digamos "insônia produtiva", os sonhos de olhos abertos me tomam de assalto, assim naturalmente. Desse mundo onírico muita coisa boa acaba saindo, até ver as coisas as de uma maneira mais saudável, os caminhos parecem mais abertos.

Outra forma muito interessante de aproveitar a falta de sono é pensar textos. Isso mesmo pensar em meus texto, que muitas vezes não são escritos por falta de tempo para simplesmente "parar" no meio do dia. À noite eles se impõem, meio que me dizendo "Você não nos dá atenção e agora vai ter que nos ouvir". As idéias vão se encadeando de uma maneira meio mágica, alguns diriam que é inspiração, eu acho que é simplesmente voltar a exercitar uma capacidade que sempre foi cotidiana e que com o tempo e a mudança de hábitos deixou de ser. Escrever é exercício. Quando a idéia é muito boa, e olha que para ser considerada assim ela tem que se esforçar e me provar, acabo saindo da cama e escrevendo do velho modo: caneta e papel. Muitos rabiscos depois volto para a cama e volto a dormir, quase sempre. é como se o cérebro estivesse numa fase de tanta atividade que acabasse por me impor os textos. Não posso reclamar.

Alguém deve se perguntar: "Como ela sobrevive sem dormir" . Vale esclarecer que sempre me deitei tarde e agora de uns meses até hoje venho deitando muiiiito cedo, por volta de 10, 10 e meia da noite e isso me faz acordar lá pelas 2 ou 3 h. Ou seja quando o sono é interrompido já dormi 4 ou 5 horas de sono. Lá pelas 6h me levanto arrumo o café da manhã e o lanche do meu filho e o mando para a escola. Aí, volto para cama e, não raro, volto a dormir até 8 ou 8 e meia. No fim das contas quase sempre durmo mais de 6 horas, o que para mim tem sido mais que suficiente. Afinal quando passamos dos 40 anos, dizem, nosso corpo precisa de menos horas de sono para se reestabelecer.

Acho que até lidar bem com a falta de sono tem sido uma maneira mais madura de ver a vida. Por hoje, é só...



escrito por João Ana Paula Motta 31-07-2008 16:49
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Constelação


Walnize Carvalho

A mulher chega ao quarto.
Sobre a imensa cama, lençóis azuis, cor de anil.
Sobre a pele clara, vestes brancas. Transparentes. Sobre o móvel o livro “Estrela solitária”- a vida de Garrincha.
Relaxa o corpo, mente e coração. Alonga pernas e braços.
Das janelas abertas, um brisa suave atravessa o quarto.
A primeira estrela aparece no céu e vem espiá-la.
Cerra os ollhos.

E pensa: Há estrelas em toda parte: na pipa ao vento, nos brincos da moça, no brinquedo do menino, na camisa do time, no olhar do apaixonado, no brasão da bandeira, no champagne, na taça, na vela perfumada, no poema de Bilac, na música do Sílvio Caldas e mais... e mais...
Abre os olhos.
No céu, outras tantas estrelas já estão a fazer companhia àquela primeira.
E olhando no imenso espelho do seu quarto seu corpo em cinco pontas-cabeça, braços e pernas alongados – traje branco, lençol azul se vê a estrela do céu do seu mundo à parte.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Não mais




Walnize Carvalho

Não mais
sonhar o impossível
sofrer o previsível

Não mais
aceitar firulas
ler intermináveis bulas

Não mais
decifrar manuais
querer tempos que não voltam mais

Não mais
achar que “beleza põe mesa”
ser indiferente à Natureza

Não mais
contracenar com amadores
que só valorizam suas dores

Não mais
preocupar com frivolidade
lamentar o correr da idade

Não mais
lutar por causas perdidas
futucar velhas feridas

Sim
mais e muito mais
saborear momentos felizes
traçar novas diretrizes
amadurecer com SABEDORIA
Pois é o bem de maior valia.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Quem somos e o que esperam de nós...


Tem que ser

Walnize Carvalho

Tem que ser
obediente
complacente
convincente

Tem que ser
crítica
apolítica
dogmática

Tem que ser
humorista
otimista
altruísta

Tem que ser
guerreira
pioneira
alvissareira

Tem que ser
antenada
plugada
conectada

Ah!
sociedade
controladora
dominadora
castradora

Sou
um
SER QUE TEM
despojamento
sentimento
e
no pensamento
uma enorme vontade de acertar ...





segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Amanhecendo em flor


Amanheceu com fragmentos de poemas da Elisa Lucinda pipocando dentro do peito.
Ou seriam canções meio Rita Lee?
Que diz que toda mulher é meio Leila Diniz.
Assim meio arrebatada como um poema de Florbela,
ou um que de um romance de Jane Austin meio sem jeito
Sei lá, raiou um sol de segunda-feira.
Foi cantar flores no calor do dia...
Intensa como uma primavera tropical.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Constatação


Walnize Carvalho



Se busco ser feliz,

definitivamente

é

impossível:

acumular

a dor

cultuar

o medo

desenterrar

a mágoa

resgatar

a saudade.



Se busco ser feliz,

definitivamente

é

impraticável:

adiar

projetos

postergar

desejos

retardar

alegrias

protelar

sonhos.



Se busco ser feliz,

definitivamente

é

imprescindível:

arquivar

O PASSADO

esperar

O FUTURO

E no espaço-tempo

vivenciar

O PRESENTE.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Coisas de menina


Nem liga se dizem que são coisas de menina.
Chorar fora de hora.
Falar demais.
Lambuzar-se de chocolate amargo.
Brincar de boneca.
Sonhar acordada.
Soltar gargalhadas.
Fazer planos a curto,médio,longo e infinitos prazos.
Gostar de fazer surpresas.
Exagerar alegrias e tristezas.
Escrever poemas de amor.
Morrer de medo da dor.
Andar saltitando mesmo que seja segunda de manhã.
Acordar tarde demais,dormir de madrugada.
Cozinhar e esperar elogios.
Adorar vitrines de Natal.
Rezar pro anjo da guarda.
Achar que tudo vai dar certo, no final.

domingo, 15 de novembro de 2009

Peraltice

Walnize Carvalho


O menino travesso sorrateiramente entrou no porão da velha casa.

Seus olhos correram os cantos..Encontrou mofo e teias de aranha.

Remexeu baús.Deparou com fotos antigas,quinquilharias e papes de carta.

De repente, em seu olhar uma inusitada chama.Seus olhos pousaram em algo encantador: uma caixa redonda.Lembrou-se da Caixa de Pandora.

Abriu a tampa.

Dela saltou ,para susto e alegria,uma bonequinha de molas a lhe sorrir.

Correspondeu ao sorriso,afagou-lhe a face , brincou com ela.

Tirou a poeira dos seus sentimentos.

O menino travesso cansou da novidade.

Resolveu ir embora.

Tratou de fechar a tampa da caixa colorida.Não teve êxito.

O brinquedo semi-liberto não conseguia voltar para o seu mundinho anterior .

O garoto movido por pressa e tédio jogou a um canto,a distração.

Dos olhos da boneca-palhacinha duas lágrimas mágicas caíram...

sábado, 14 de novembro de 2009

Jornal de 175 anos é fechado!!!

Na foto dois dos mais queridos e respeitados professores do Curso de Comunicação Social da FAFIC (onde me formei)
Professor Fernando da Silveira, falando ao microfone e a Professora Sandra Viana, vestida de listrado.


Assinem a petição em Defesa do Monitor Campista, o terceiro mais antigo jornal
do Brasil com 175 anos que foi fechado neste fim-de-semana.

http://www.petitiononline.com/mc2009/petition.html

Caso Monitor no Comunique-se

Veja matéria do Portal Comunique-se:

Com 175 anos, Monitor Campista será fechado

Izabela Vasconcelos, de São Paulo

A primeira redação da América do Sul a contar com luz elétrica, que dos 200 anos da imprensa brasileira, fez parte de 175, tem data e hora para encerrar suas atividades. O Monitor Campista, de Campos dos Goytacazes - RJ, terceiro jornal mais antigo do Brasil, será fechado no próximo domingo (15/11).

Os Diários Associados anunciaram o fechamento do veículo, fundado em 04/01/1834, em carta enviada aos funcionários. Segundo jornalistas do Monitor Campista, a alegação da empresa é que o jornal tinha mais despesas que receitas, o que impossibilita a continuidade do negócio. A notícia veio logo depois que a prefeitura da cidade deixou de publicar o Diário Oficial nas edições do jornal, o que já acontecia há 100 anos.

Apesar dos argumentos da empresa, os profissionais discordam que esse seja o motivo do fechamento do jornal. "Sempre falaram de crise, mas nunca tivemos problemas com nossos salários, e comercialmente o jornal ia bem, crescendo a carteira de publicidade”, rebateu Jane Nunes, editora do veículo, que disse que muitos contratos terão que ser cancelados a partir de agora.

Movimento “Viva Monitor”
O fechamento do jornal mobilizou os jornalistas e a comunidade, que organizam manifestações contra a medida. Nesta sexta-feira (13/11) mais de 100 pessoas protestaram em frente ao prédio do veículo. A Associação Imprensa Campista (AIC) emitiu uma carta pública aos Diários Associados e fez um abaixo-assinado online contra o fim do jornal. Além disso, leitores e amigos do veículo lançaram o movimento Viva Monitor, que pretende aquecer as manifestações a favor do jornal.

A AIC promete mais movimentos. “Amanhã vamos organizar uma reunião para tentar resolver essa questão, que é um problema muito grave, não se pode matar essa memória cultural”, declarou Orávio de Campos Soares, presidente da AIC. O dirigente também disse que convidou os Diários Associados para participar da reunião, mas ainda não houve confirmação por parte da empresa.

Segundo uma fonte do jornal, as negociações que envolvem o fechamento do principal veículo da cidade são um mistério. “Alguma coisa muito nebulosa aconteceu, é muito estranho tudo isso”.

Na segunda-feira (16/11), os 45 funcionários do jornal terão que apresentar suas carteiras profissionais à empresa, já que as atividades encerram no próximo domingo. “Sabemos que será a última edição. Estamos trabalhando nela, mas é como assassinar um filho para nós”, desabafou Jane.

A editora do Monitor Campista contou que o clima na redação é de muito baixo astral, mas existe uma resistência para que o jornal não morra.”Pretendemos fazer uma cooperativa para manter o Monitor. Todos estão com muita garra e determinação para levar o jornal em frente”, disse.

Procurada pelo Comunique-se, a direção dos Diários Associados não se manifestou até o fechamento desta matéria.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Sem luz e sem internet


Hoje depois de uma noite quente sem energia elétrica me dei conta que estava sem internet.
Muitos minutos depois de conseguir uma ligação para a operadora Via Cabo que apenas me informou “problemas técnicos que nossos funcionários estão tentando resolver”, finalmente a internet voltou e pouco mais de uma hora depois caiu de novo.
Estou nessa gangorra desde domingo, pago caro por um serviço que até aqui tinha sido eficiente. Agora além da absurda retirada de canais como Warner, Sony e AXN da programação, ainda sou “brindada” com essas falhas na transmissão de internet.
Um absurdo sem tamanho. Lembra até uma antiga marchinha de carnaval “de dia falta água,de noite falta luz”. Com uma diferença, pagamos caro por um serviço privado de energia (fruto da fúria privatista do governo FHC) e agora ainda temos que aturar essas operadoras de internet sem a qual também não dá para viver, afinal meu trabalho sem a web é impossível.
“Ninguém fala: eu vou entrar na rede elétrica e fazer um café. No futuro ninguém falará eu vou entrar na internet.” Rosental Calmon Alves (jornalista numa entrevista sobre as mudanças no cotidiano por causa da grande rede)

domingo, 8 de novembro de 2009

Estreia


Hoje a Walnize Carvalho, que me acompanha aos domingos desde o Sociedade Blog, estreia aqui no Quarto de Segredos.
Com seus textos cobertos de sensibilidades, plenos em vida.

A inquieta

Walnize Carvalho

Ela não me dá sossego.

Por sua causa

Atravesso ruas sem ver sinal luminoso

Entro no banho de relógio no pulso

Dou boa-noite em pleno meio dia.

O café esfria na xícara

Perco o sono

Ganho peso

Rabiscos palavras esquecida dos óculos sobre a mesa.

Rego plantas conversando

Ouço pássaros fazendo dueto com eles.

Por sua causa

Falo

Rio

Choro sozinha.

È uma criança inquieta,que só dá trégua

Quando a coloco no lugar que mais almeja: o papel

Ela: a Poesia


quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Amor, amoras, sabor e histórias...


Eu sou uma blogueira de fases. Vez por outra apaixono-me por um dos meus blogs e a ele dedico toda a minha atenção. Foi assim com meu blog de culinária quando ele nasceu, fruto de uma longa conversa entre mim e a minha amiga Natália.
Agora me reapaixonei pelo Sabor e Histórias, talvez pela dedicação especial da Maria Margarida que sempre traz uma receita nova.
Essa paixonite, além de aumentar o apetite (oh, eu estou de dieta!!) ainda trouxe uma outra mania: navegar avidamente por outros blogs de culinária, em especial por aqueles de mulheres tem mania de experimentar, inventar moda na cozinha e que gosta de trocar receitas como as velhas comadres dos tempos das nossas avós.
Sinto-me segura em minha cozinha.
Se ainda não conhece, clica na foto e passa por lá.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Flores


Minha avó materna ia sempre ao cemitério levar flores no dia de Finados.
Era ela quem cuidava da aparência dos túmulos das pessoas da família, da limpeza e da ornamentação com muitas flores.
Lembro-me especialmente das palmas, monsenhores e calas (alguns chamam copos de leite).
Ela gostava dessas flores.
Como já não está mais entre nós, deixo calas para ela.