domingo, 12 de julho de 2009

Manhãs

Degas

Edgar Degas-Mulher pentenado seus cabelos - 1886

Duras manhãs

As horas frias

Dores manhãs

sábado, 11 de julho de 2009

Uma canção


Grão de Amor

Arnaldo Antunes

Composição: Carlinhos Brown / Marisa Monte

Me deixe sim
Mas só se for
Pra ir ali
E pra voltar

Me deixe sim
Meu grão de amor
Mas nunca deixe
De me amar

Agora as noites são tão longas
No escuro eu penso em te encontrar
Me deixe só
Até a hora de voltar

Me esqueça sim
Pra não sofrer
Pra não chorar
Pra não sentir

Me esqueça sim
Que eu quero ver
Você tentar
Sem conseguir

A cama agora está tão fria
Ainda sinto seu calor
Me esqueça sim
Mas nunca esqueça o meu amor

É só você que vem
No meu cantar meu bem
É só pensar que vem
Láia laia

Me cobre mil telefonemas
Depois me cubra de paixão
Me pegue bem
Misture alma e coração


 Marisa Monte e Arnaldo Antunes - Grão de Amor

quarta-feira, 8 de julho de 2009

A dor, a flor, Florbela...


Minha boca fala através da dela, poema de Florbela...

Folhas de Rosa

Todas as prendas que me deste, um dia,
Guardei-as, meu encanto, quase a medo,
E quando a noite espreita o pôr-do-sol,
Eu vou falar com elas em segredo …


E falo-lhes d’amores e de ilusões,
Choro e rio com elas, mansamente…
Pouco a pouco o perfume do outrora
Flutua em volta delas, docemente …


Pelo copinho de cristal e prata
Bebo uma saudade estranha e vaga,
Uma saudade imensa e infinita
Que, triste, me deslumbra e m’embriaga


O espelho de prata cinzelada,
A doce oferta que eu amava tanto,
Que reflectia outrora tantos risos,
E agora reflecte apenas pranto,


E o colar de pedras preciosas,
De lágrimas e estrelas constelado,
Resumem em seus brilhos o que tenho
De vago e de feliz no meu passado…


Mas de todas as prendas, a mais rara,
Aquela que mals fala à fantasia,
São as folhas daquela rosa branca
Que a meus pés desfolhaste, aquele dia…


Florbela Espanca - Trocando olhares

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Apenas uma tarde

Não importa a chuva, nem a lua

Não importa o sol, nem nuvens ou o céu.

Poeira, saudade, felicidade ou tristeza,

Nada importa na tarde estranha de inverno.

Não há sons.

Só o tempo passa.

Um silêncio em forma de nó...



domingo, 28 de junho de 2009

O sol e suas cores


As Cores Do Sol

Músicas do álbum O Espírito da Paz Compositor(es): Letra De Pedro Ayres Magalhães - Música De Pedro Ayres Magalhães/Gabriel Gomes


Ao cair da tarde
Penso sempre mais
E a luz que me invade
São as cores naturais


Longe me leva este silêncio
e o sentir que se altera
são as cores do sol

E eu fico encantada
e eu sinto-me a arder
quando o dia se apaga
fica tanto por ver

quarta-feira, 24 de junho de 2009

São João da Noite Estrelada

Deixa nos teus olhos o brilho e a cor da noite. Da menina que ainda guarda dentro do peito.

Sempre fui apaixonada por festas de São João, desde menina.Hoje não vou resistir,além da ilustração da tradicional Cascata de São João, vim aqui deixar uma recordação de infância.

Eu ainda menina,

Bem pequena,miúda

Me achava a coisa mais linda

Da festa de São João.

E hoje aqui no meu quarto,

Olhos seus fogos e peço

Devolva o meu sorriso

Nessa noite,

São João.

O santo olhou, foi assim

E junto com os fogos trouxe

Meu amor de volta pra mim...


sábado, 20 de junho de 2009

Sobre lugares, sobre pertencimento...

Vilarejo
Marisa Monte


Composição: Marisa Monte, Pedro Baby, Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes

Há um vilarejo ali
Onde areja um vento bom
Na varanda, quem descansa
Vê o horizonte deitar no chão

Pra acalmar o coração
Lá o mundo tem razão
Terra de heróis, lares de mãe
Paraiso se mudou para lá

Por cima das casas, cal
Frutas em qualquer quintal
Peitos fartos, filhos fortes
Sonho semeando o mundo real

Toda gente cabe lá
Palestina, Shangri-lá
Vem andar e voa
Vem andar e voa
Vem andar e voa

Lá o tempo espera
Lá é primavera
Portas e janelas ficam sempre abertas
Pra sorte entrar

Em todas as mesas, pão
Flores enfeitando
Os caminhos, os vestidos, os destinos
E essa canção

Tem um verdadeiro amor
Para quando você for

(tudo de novo)

domingo, 14 de junho de 2009

Tertúlia de Junho: Aqui me sinto em casa...

Em cidades como essa eu me sinto em casa. Sinto que posso me mudar de mala e cuia, de sonhar com vida nova, de “sumir” do mundo e construir novo mundo.

Pra cá trago filho,amor,cachorro e meus livros.


Cidades com história me fascinam na mesma medida em que lugares desertos me dão um certo desespero.

Gosto do campo, na verdade gosto de cidades do interior, gosto dos povoamentos, dos núcleos urbanos não muito grandes, mas com o mínimo de arsenal urbano para um ser humano como eu sobreviver.

Acho que ia ser feliz vivendo aí. Cidade linda, antiqüíssima, fria, cheia de história, de tradições, plena em vida.

“Você me abre seus braços e a gente faz um país.”