
Pela janela a lua brilhava pra mim
Enorme e linda
Voltei a dormir
a sonhar
Não deixei que a lua minguasse em mim
Acordei plena em lua


Vi no poema da Roseana Murray um pedaço de mim que ainda não desaprendeu colher estrelas, sonhar estrelas, viver nas estrelas.
Meu pedaço menina, que ainda é o maior em mim...até quando?
Estrela Cadente
Quando eu estiver
com o olhar distante,
maninha,
com um jeito esquisito
de quem não está presente,
não se assuste,
ó maninha,
fui logo ali,
no quintal do céu,
colher uma estrela cadente.
A coisa mais linda do mundo
É quem acredita em vida
Dá asas a sonhos
Como uma lufada de vento.
Quando penso em meninos lembro logo dos contos de aventura, de ilhas, tesouros e heróis.
Meninos são assim. Crescem e trocam os cavalinhos de pau por conversíveis (imaginários ou reais) ou motos possantes, mas no fundo ainda guardam um tantinho dos meninos que foram (?) e das aventuras de cavaleiros andantes, onde tomam o lugar do herói e saem por aí a tentar mudar o mundo e as injustiças da terra.
Menino que teve infância saudável, com muita corrida nas ruas, pés descalços nas férias em casa de avós, vira homem e não abandona a capacidade de se indignar com o que acha errado, contra as dores do mundo e o triunfo dos porcos.
Emociona-se com fotos antigas, com imagens de filhotes, gosta de mandar flores em forma de palavras. Corre contra o tempo chega com o vento, ou é o próprio vento...
Mas o que sei eu sobre meninos, lobos e ventos? Sinto mais que sei, mas os ventos são assim mais pra senti-los que pra sabê-los, ou não?
Esse post, que pretendeu ser poema mas que acabou também não sendo bem prosa foi feito em homenagem ao Luís Bento que com seu jeito sempre menino ,o ar de miúdo e o levar a vida assim tipo:" De do do do De da da da..., me brindou com um belo conto de princesas que tento retribuir,infelizmente sem o mesmo brilho...esse sim um verdadeiro cavalheiro.
Recolheu o sonho do chão
Limpou suas feridas expostas
Colocou nele um laço de fita
Novas asas, em um tantinho de coragem.
Ele ainda não conseguiu ganhar o céu.
Olha paralisado o horizonte
Não sabe ainda para onde vai
Espera o vento norte que o leve de volta ao (l) ar.