Minha avó materna ia sempre ao cemitério levar flores no dia de Finados. Era ela quem cuidava da aparência dos túmulos das pessoas da família, da limpeza e da ornamentação com muitas flores. Lembro-me especialmente das palmas, monsenhores e calas (alguns chamam copos de leite). Ela gostava dessas flores. Como já não está mais entre nós, deixo calas para ela.
"Muitas vezes me acontece de brincar o jogo do contente sem pensar, a gente fica tão acostumada que brinca sem saber. Em tudo há sempre alguma coisa capaz de deixar a gente alegre; a questão é descobri-la." Trecho do livro Pollyana de Eleanor H. Porter
Muitas vezes acreditei em tal história, mas morria de vergonha de admitir. Era ser piegas. Não combinava com uma moça tão politizada, que gosta de “boas leituras”, “boa música”. Era mais aceitável um belo poema de dor, um texto mais denso, mais tenso.
Acontece que como diz o ditado: A pessoa é pro que nasce. Tem algo na natureza de cada um que acaba dando um rumo (ou,não) na maneira de ver as coisas. Pode parecer que se trata de camuflar as dores, os tons cinzas que a vida traz de quando em quando. Quem me conhece sabe que não sou assim.
Dificilmente sou capaz de dissimular minhas dores, nem minhas alegrias. Tem quem diga que sou a criatura mais transparente do mundo (será defeito?) e assim vou me espalhando por aí. Agora não me importo de ser chamada de “piegas”, “cafona”, “conformada”. Quero é ser feliz.
Não nasci para arrastar correntes. Quando não me é possível sair do afogamento sozinha peço bóia, os amigos sabem disso. Sem medo de me repetir usei uma frase da Martha Medeiros num outro post “Depois dos 35 ( ... )estamos mais aptos a dizer que infelicidade não existe, o que existe são momentos infelizes. Sai bem mais em conta.”
Claro que sair de crises de tristeza e de depressão não é “bolinho”, nada é simples assim. Mas cada passinho ajuda a beça. Tem dias que até respirar dói,mas... Adelante!!!
No começo da tarde sentiu que as nuvens ameaçavam seus planos para aquele fim de dia. O céu cobriu-se de cinza e o calor invadiu o ar. Hoje havia decidido dar um novo rumo a sua vida e precisava ir à rua. Decidiu enfrentar o possível mau tempo. Armou-se de um bom e clássico guarda-chuva e deixou a segurança da casa. Correu contra o tempo,dando conta das tarefas burocráticas com rapidez. Quase conseguiu. No caminho de volta, as nuvens se de precipitaram e uma chuva grossa e quente cobriu a cidade. Raios, trovões, ruas inundadas. Ela caminhava sorrindo contra a tempestade, saltava, quase voava. Uma nova etapa da vida estava começando. Flanava rumo ao sonho...
Hoje essa sou eu assim inteira. Sem medos, disposta a pular sem redes. Com uma sede de vida que ninguém ousa me roubar. Hoje essa sou eu. Sem medo ser feliz.. Essa...sou EU saltando rumo ao céu, com a primavera a esperar no horizonte...
O post abaixo,chamado Portfólio foi um trabalho de um curso de formação do qual participo; tinha que ser publicado num blog por isso aproveitei o espaço existente.
Pra não perder o “tom” segue a cópia de um post lá do meu Todos os Sonhos de Abril.
E não por acaso
Perco hoje um bom pedaço de mim.
Não por acaso é um dia sem sol
Sem flores
Onze de setembro
Sem cores
Sem ainda a primavera
Que diz que vem, mas será?
Onze de setembro
Raízes arrancadas à força
Deixando crateras aqui...
É muito complicado abraçar teorias que não dão conta da questão da tecnologia neste início de milênio. Por outro lado é verdade que muitas escolas têm uma posição um tanto distorcida do que é a tecnologia aplicada à educação.
O maior desafio desses últimos anos tem sido trabalhar com adolescentes, experiência que sempre rejeitei e que não tem sido muito fácil, mas um desafio que busco superar com a ajuda de colegas mais experientes.
Atividade 1.2 A identidade do professor e a própria aprendizagem Diário de Bordo
A democratização do acesso à escola trouxe uma complexidade de relações sociais antes inexistentes na escola. Em contrapartida a massificação da rede de escolas trouxe no seu bojo a queda gradual da qualidade, que se não é por causa do aumento da oferta de vagas mas da preocupação primeira com números
Fazer que a tecnologia faça parte do dia-a-dia da escola é um desafio que se coloca, mas, sem dúvida, o uso vem crescendo e há de se trabalhar para que não seja uma coisa “solta”, ou seja que os objetivos do planejamento anual contemplem o aparato tecnológico.
Atividade 1.4 Tecnologias existentes na escola Biblioteca
Analisei duas aulas, ambas na área de alfabetização. A primeira trabalhou o texto de Ruth Rocha “A Primavera da Lagarta” e na segunda aula foram usadas parlendas.
Atividade 1.6:
O uso dos recursos tecnológicos na prática pedagógica
Entendo que o espaço dos LIEDs deve ser integrado a toda a escola, não como uma "sala especial" mas como um espaço comum a todos. Os recursos tecnológicos têm que deixar de fazer parte de um "universo paralelo" e ser integrado ao cotidiano da escola.
Sou fascinada pela possibilidade de navegar usando hipertexto. A possibilidade de fazer leituras diferenciadas a partir de um texto comum inicial é riquíssima.
Acho que o hipertexto é um achado para alguém inquieta como eu, é um mundo que se abre, um mar de possibilidades. Tenho certa tendência a pensar de maneira “editada”, na verdade um traço da minha outra profissão (jornalista) e com isso acabo linkando assuntos dentro de outro e fazendo ligações.
Comumente a intertextualidade é tratada como “um diálogo entre dois textos”, mas hoje se pode dizer que esses diálogo não precisa ser apenas entre dois textos “tradicionais” mas por expressões das mais diversas, seja entre um texto escrito e um vídeo,uma música, entre textos escritos em mídias diferenciadas como um jornal e um blog, um site e um livro
Acho interessante ter no hipertexto a ampliação de dados de pesquisa e a orientação do professor na “organização” de toda essa gama de informações, indo além, através da produção de textos próprios.
Atividade 2.4
Criando um portfólio em hipertexto, o seu hiper-portifólio
A ideia é apresentar textos poéticos de três autores através de hiperlinks nos títulos dos poemas. Os alunos navegam a partir dos links e fazem a leitura e interpretação dos textos. Em seguida a partir do pontapé inicial,navegam livremente, em buscas de outros poemas do mesmos autores a partir da questão proposta “Quem sou eu”.
Os alunos foram apresentados aos textos poéticos através de hiperlinks nos títulos dos poemas. Navegaram pelas páginas e puderam ampliar as pesquisas descobrindo novos textos.
Atividade 2.7
Registro digital da experiência
Foi uma experiência rica,já que um dos links levava também a um site de letras de música. Os alunos depois de navegarem em textos "guiados" pelos liks do poemas, puderam a partir dos sites descobrir outros poemas nos mesmo sites ou atrvés de outros descobertos em sites de busca. Destaquei um dos trabalhos, já que foi feito um belo registro num blog com o nome Diálogo Poético. O endereço do blog é http://dialogopoetico.blogspot.
Costumo utilizar muito a Wikipédia e já tinha login da mesma. Gosto de descobrir coisas novas e é uma das minhas fontes nas "andanças" pela net. desta vez fui procurar um verbete bem próximo da minha realidade: Ururau. A descição da lenda do jacaré imenso que habitaria as águas do Paraíba na curva da Igreja da Lapa traz deatlhes que eu desconhecia. Foi uma experiência muito interessante.
Apesar de navegar sempre pela Wikipédia ainda não havia utilizado o Wikidicionário. Já que a atividade proposta foi relativa a um termo bem "local" fui verificar se o verbete "Ururau" estava incluído.
Nessa atividade naveguei por alguns sítios e pelo material que já vem instalado nos computadores Proinfo da minha escola, explorando, sobretudo o material em vídeo, som e imagem.
ATIVIDADE 3.2 NAVEGANDO POR VÍDEOS E OUTRAS MÍDIAS
Atividade desenvolvida explorando o Portal do Professor do MEC, o Domínio Público e o sítio da TV Escola, bem como os conteúdos já contidos nos computadores Proinfo dos LIEDs.
Hoje acordei com um raio de luar Pela janela a lua brilhava pra mim Enorme e linda Voltei a dormir a sonhar Não deixei que a lua minguasse em mim Acordei plena em lua
MentirasAi quem me dera uma feliz mentira que fosse uma verdade para mim! J. DANTAS Tu julgas que eu não sei que tu me mentes Quando o teu doce olhar pousa no meu? Pois julgas que eu não sei o que tu sentes? Qual a imagem que alberga o peito meu? Ai, se o sei, meu amor! Em bem distingo O bom sonho da feroz realidade... Não palpita d´amor, um coração Que anda vogando em ondas de saudade! Embora mintas bem, não te acredito; Perpassa nos teus olhos desleais O gelo do teu peito de granito... Mas finjo-me enganada, meu encanto, Que um engano feliz vale bem mais Que um desengano que nos custa tanto! Florbela Espanca, in "A Mensageira das Violetas"
Vi no poema da Roseana Murray um pedaço de mim que ainda não desaprendeu colher estrelas, sonhar estrelas, viver nas estrelas.
Meu pedaço menina, que ainda é o maior em mim...até quando?
Estrela Cadente
Quando eu estiver
com o olhar distante,
maninha,
com um jeito esquisito
de quem não está presente,
não se assuste,
ó maninha,
fui logo ali,
no quintal do céu,
colher uma estrela cadente.
Uma sensação de sufoco por causa do calor fora de época ou por motivos menos climáticos.
O fim de tarde não trazia boas promessas ou um horizonte belo. O cinza da cidade se espalhava pela alma ou o cinza da alma nublava os olhos.
Um bando de andorinhas alardeava o verão fora de hora.
No meio da multidão, a sensação de não ser reconhecida por nenhuma daquelas caras de certa forma a confortava. Mas viu esse pequeno conforto ser ameaçado. Esquivava-se da cara conhecida, não queria abraços, beijos e – o pior- trocar palavras. Conseguiu escapar.
Respirou fundo e venceu a fumaça da comida de rua e dos veículos feito formigas atarantadas em fim de dia.
Venceu o medo, o enfado e procurou em vão as tais andorinhas. Decerto foram anunciar o verão em outra freguesia.
Os ruídos ensurdecedores se transformaram em silêncio opressor. Estava chegando em casa, carregando nos ombros o peso de viver, o peso do mundo.
Diante de toda informação que vem sendo veiculada na mídia escrita e falada, tendo por base os números apresentados pelo Ministério da Saúde e pelas Secretarias de Saúde referentes às vítimas fatais e aos casos de internação em virtude do vírus H1N1 (Gripe Suína) e cientes do pronunciamento desta Secretaria sobre o retorno às aulas para alunos do Ensino Fundamental e Médio Regular e EJA no próximo dia 17 (segunda-feira), solicitamos que seja prorrogado o retorno às aulas uma vez que esta Secretaria não possui tempo hábil para dar todo suporte às escolas da rede municipal no que tange à limpeza, higienização, estrutura física e sanitária, recursos humanos, entre outros, a fim de que seja garantida aos alunos e servidores toda prevenção ao vírus H1N1.” Trecho do ofício do Sepe/Campos (Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação) enviado à Secretária de Educação de Campos Maria Auxiliadora Freitas solicitando a garantia de condições sanitárias e adiamento do retorno às aulas.
“...Toalhas de papel, álcool gel nas bolsas. Todo mundo mais higienizado no corpo. Só falta higienizar a mente e o espírito. E não adiante tomar preventivo de gripe. Não existe, a não ser a vacina, um preventivo contra qualquer tipo de gripe. Fórmulas homeopáticas servem para ajudar sintomas em longo prazo e não para tratar ou prevenir infecções virais graves. E a gripe suína é uma infecção viral grave. Ouço que essa gripe é igual á sazonal comum, mas não é mesmo. Ela é severa e diferente das gripes sazonais, que acometem apenas as vias respiratórias superiores, o H1N1 acomete rápida e extensamente os pulmões, tendo predileção pelos alvéolos, causando pneumonia rapidamente. Essa capacidade de gerar pneumonia é assustadora e é possível que se assemelhe ao vírus da pandemia de 1918, que matou mais de 10 milhões de pessoas. Portanto, sem pânico, seguir as orientações do Ministério da Saúde, coordenadas pelas secretarias estaduais e municipais de saúde, higienizar o corpo, para protegê-lo dos vírus e a mente e o espírito, para protegê-los do estresse e do medo. E viver!” Trecho de um comentário do médico Flávio Mussa Tavares aqui no Sociedade Blog
Não é prudente essa volta às aulas. O argumento do número de dias letivos a cumprir é frágil.Em situações de emergência é possível editar medidas para diminuir esses dias ou mesmo prolongar o ano letivo até o fim do ano ou início do outro. Na minha época de estudante eram 180 letivos e ninguém duvida que e educação era muito melhor, portanto expor nossos alunos e professores ao risco com esse argumento é no mínimo questionável. Segunda-feira não vou mandar meu filho para a escola e vou comunicar a decisão à escola e exigir uma providência. Espero que outros pais façam o mesmo. Trecho de um post escrito por mim aqui no Sociedade.
Fica a pergunta: É prudente essa volta às aulas amanhã, quando a gripe A apresenta curva ascendente??
Não há nada que dê uma “situada” de maneira mais eficaz num coração falsamente partido ou numa cabeça fora de eixo com os problemas do cotidiano a dois.
Pensa nisso da próxima vez...
As cartas de amor, se há amor, Têm de ser Ridículas.
Mas, afinal, Só as criaturas que nunca escreveram Cartas de amor É que são Ridículas.
Tenho certa tendência ao exagero, por isso esse título um tanto arrebatado.
O meu blogue Todos os Sonhos de Abril está fazendo um ano hoje com mais de 78 mil acessos, um número para mim inimaginável quando comecei a escrever por lá(quando cheguei à mil visitas vibrei feito criança.).
Hoje é dia dos agradecimentos, e a lista é enorme. Ao Vasco Lopes que fez o primeiro comentário e que sem saber me estimulou a continuar, ao Pedro Otávio Cavalcante (meu filhote) que fez vídeos exclusivos e lindos para o blogue, ao Luís Bento meu mais assíduo e brilhante comentarista, à Jeanete Barcelos que me impediu de acabar com o blogue num momento difícil, ao José Fonseca que sempre me “empurra” para continuar escrevendo, aos blogueiros amigos Álvaro Marcos (que fez o primeiro link no Ligação Direta) e Gervásio Neto que me ampliou os horizontes me convidando pro Sociedade Blog, à Natália Augusto que além de comentários gentis me descobriu e se tornou amiga fiel através desse espaço e sócia no Sabor e Histórias, à Rosânia Júlio que divulgou esse sonho em diversos lugares entre os professores da rede estadual, à Ana Vidal que me abriu sua Porta do Vento, ao Xacal que apesar de estilos tão diferentes soube entender meu jeito meio meloso de escrever, ao Clube de Leituras que proporcionou essa troca com alunos e professores abrigou esse sonho,a todos que visitam nesse primeiro ano: um imenso OBRIGADO!!!
Esse filhote que nasceu com a finalidade de me fazer companhia nas férias passadas, acabou sendo muito mais que isso, embora ande meio abandonadinho nos últimos tempos por mil razões .
Tenho uma amiga que diz que um grande poeta só se mostra na dor. Pois é por isso acho que, a despeito de amar poesia, não sou uma boa poetisa.
Não dou conta da dor. Não consigo escrever nada que preste quando a alma anda sangrando. Por isso a prosa (a minha procura pactos com a felicidade) me flui mais fácil.
Minha poesia é pueril, bobinha. Não encanta. Não tem dores. Tem muitas cores. Cores são prosa, têm muito de vida e pouco de poesia.
Para grandes poemas, pego carona nos mestres e mestras. Na dor de Florbela, em Pessoa, em Quintana.
A Ana é banana. Não tem o talento da poesia nas veias. Não sabe poemar sobre o cotidiano como Adélia. Sabe não.
Quem só sabe falar do amor que sente que encanta, que faz feliz fica um poeta de pé-quebrado. O amor que se foi dá belos poemas. Mas traz à tona muitas dores. Quero não.
Não quero ser Carolina. “Pela janela, oi que lindo...” tem um sol do tamanho do mundo.
“Seu pranto não vai nada ajudar
Eu já convidei para dançar
É hora, já sei, de aproveitar
Lá fora, amor, uma rosa nasceu, todo mundo sambou, uma estrela caiu
Eu bem que mostrei sorrindo. Pela janela, ói que lindo