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sexta-feira, 21 de maio de 2010

Conselhos do espelho



Walnize Carvalho

Aquiete-se coração aflito
Adormeça doce saudade
Acalme-se velha nostalgia
Contenha-se grito no peito
Sossegue lágrima teimosa
Deixe de mirar-me ,saia deste lugar
E apaziguada
Mergulhe
profundamente
no espelho de sua alma.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

A dor de mudar


Ainda que com dor

Walnize Carvalho

Ainda que com dor
é necessário
jogar fora
papéis entulhados
nas gavetas.

Ainda que com dor
esquecer
amizades sucateadas
amores
não correspondidos.

Ainda que com dor
tirar
do fundo dos armários
retalhos
desbotados.

Ainda que com dor
é preciso
arrancar, sem anestesia
o medo
e
o medo
de perder o medo.

Ainda que com dor
retirar
as teias
dos cantos dos
cômodos,
o mofo
das prateleiras
do
comodismo.

Ainda que com dor
faxinar da
Alma
os maus presságios.

Ainda que com dor
extrair a fórceps
qualquer
sentimento
de
CULPA
E tentar um novo CAMINHO.

*(Uma eterna Aprendiz da vida)

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Amanhecendo em flor


Amanheceu com fragmentos de poemas da Elisa Lucinda pipocando dentro do peito.
Ou seriam canções meio Rita Lee?
Que diz que toda mulher é meio Leila Diniz.
Assim meio arrebatada como um poema de Florbela,
ou um que de um romance de Jane Austin meio sem jeito
Sei lá, raiou um sol de segunda-feira.
Foi cantar flores no calor do dia...
Intensa como uma primavera tropical.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Para saudar minha primavera


Eu não ouso saudar a primavera, acho que minhas palavras ficam aquém dessa profusão de cores e aromas.

Hoje não uso minhas palavras para traduzir o que de primavera anda dentro de mim, nem sei...

Só uma Flor, tão Bela, para cantar a primavera...

Charneca em Flor

Enche o meu peito, num encanto mago,

O frêmito das coisas dolorosas...

Sob as urzes queimadas nascem rosas...

Nos meus olhos as lágrimas apago...


Anseio! Asas abertas! O que trago

Em mim? Eu oiço bocas silenciosas

Murmurar-me as palavras misteriosas

Que perturbam meu ser como um afago!


E nesta febre ansiosa que me invade,

Dispo a minha mortalha, o meu burel,

E, já não sou, Amor, Sóror Saudade...


Olhos a arder em êxtases de amor,

Boca a saber a sol, a fruto, a mel:

Sou a charneca rude a abrir em flor!


segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Alguma coisa está fora da ordem...

O post abaixo,chamado Portfólio foi um trabalho de um curso de formação do qual participo; tinha que ser publicado num blog por isso aproveitei o espaço existente.

Pra não perder o “tom” segue a cópia de um post lá do meu Todos os Sonhos de Abril.

Onze de setembro


Onze de setembro

E não por acaso
Perco hoje um bom pedaço de mim.
Não por acaso é um dia sem sol
Sem flores
Onze de setembro
Sem cores
Sem ainda a primavera
Que diz que vem, mas será?
Onze de setembro
Raízes arrancadas à força
Deixando crateras aqui...

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Penélope

Passava os dias a olhar o horizonte.

Uns dias mais,

outros menos.

Até quando?